Shopping não, centros históricos sim

Visão aérea de São Luís / Foto: Douglas Junior

Ontem ouvi um comentário que me causou certa repulsa. Certa pessoa disse que quando viaja para as cidades do Brasil, como Recife, São Paulo, Salvador, entre outras, ela não se preocupa em visitar, conhecer e saber mais sobre a região histórica dessas cidades. “Pelourinho [na Bahia] é igual a São Luís, cheio de casa velha. O que vou fazer lá? Prefiro São Paulo, andar no metrô, com ar condicionado; rapidinho chegamos aos lugares”, disse. Mal sabendo ela que metrô de São Paulo, na hora do rush, é tão mais apertado do que os ônibus de São Luís. Aqui não Europa. Para ela, a melhor coisa é ir ao shopping, ver as vitrines das lojas, e tomar cerveja na praça de alimentação.

Saber que existem pessoas que pesam assim me entristece. Talvez seja por causa de pessoas como ela que o Centro Histórico de São Luís e de tantas outras cidades do país estejam no estado em que estão, de completo abandono. Não sabem valorizar a história. E depois reclamam que tudo está ruindo, que os governantes não dão um jeito nisso. Aí eu pergunto, pra quê? Se ela não se interessa por isso. Se o melhor é ir ao shopping, que se não me engano é tudo igual.

Diferentemente do que ela pensa, as regiões históricas de cidades como Salvador, Recife e Olinda, são distintas da região ludovicense. Cada uma tem suas peculiaridades. Se ele conhecesse um pouco da história, e passasse a visitar mais estes locais saberia que a arquitetura, os azulejos e a estrutura interna das casas são bem diferentes, influenciadas, por exemplo, pelo clima de cada região.

As praias também são bem diferentes. Ao contrário do que pensa esta pessoa. Na disciplina Geografia, na escola, a gente aprende que por causa da grande maré de São Luís, a faixa de areia da capital é uma das maiores do mundo. A cor da água do nosso mar é mais escura por causa da quantidade de detritos trazidos pelos inúmeros rios que deságuam na parte oceânica que banha nosso estado. Em outras cidades, a areia é mais fofa, a água é mais clara. Não há comparação.

Por isso, meus caros, visitem os centros históricos do Brasil. Há muito o quê aprender ali. Se acharem que já sabem demais, é melhor mesmo ir ao shopping. Lá poderão se deleitar escolhendo a melhor cor de camiseta que combina que seu sapato novo. Mas tudo bem, gosto não se discute.

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2 comentários sobre “Shopping não, centros históricos sim

  1. É muita falta de sensibilidade dessa pessoa!Ainda bem que não é a maioria e que a cidade não depende desse tipo de pessoa.Eu fiquei feliz por ter lido essa linda matéria , mas muito triste em saber que São Luis não preservou a beleza daquela época.Mas tenho a esperança que um dia irá aparecer pessoas, ao contrário dessa pessoa insensível, que olharão com olhos de amor para nossa linda cidade.Meus parabéns!linda reportagem

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