Praça da Alegria (Praça Sotero dos Reis)

Quem diria que um dia a Praça da Alegria, um logradouro com nome tão festivo, teria sido palco de tortura e enforcamento. Localizada na esquina entre as Ruas de Santana e do Norte, tem, como diversos espaços urbanos de São Luís, nome oficial consagrado a um importante ilustre cidadão maranhense, Sotero dos Reis, nascido em 1800 e morto em 1871. Praça Gonçalves Dias é ponto de encontro dos namorados da cidade.

Praça da Alegria / Álbum 1908 - Gaudêncio Cunha

Praça da Alegria / Álbum 1908 – Gaudêncio Cunha

A praça, que data do início do século XIX, recebeu em 15 de fevereiro de 1815 uma forca construída a mando do então Ouvidor Geral do Crime, o desembargador José Francisco Leal. Fato que concedeu à praça a alcunha de Largo da Forca Velha. Na época, escravos negros que desobedeciam a seus donos eram torturados e mortos no local. Em 1849, para mudar a história do espaço e retirar dela esse título mórbido, o largo passa a se chamar Praça da Alegria. Apesar disso, uma placa ainda indica o antigo nome no local até os dias de hoje, na casa de número 352, esquina da Rua do Norte com a de Santana.

Mas, ao longo de sua história, já recebeu outros nomes: Sotero dos Reis (1868), Colombo (1890); 13 de Maio (1929), fazendo referência a abolição da escravatura no Brasil, tendo em vista o triste passado da praça; Saturnino Bello (1951), em homenagem ao ex-governador do Maranhão; e Coronel Manoel Inácio (1963). Mas até hoje só é chamada de Alegria. Nome mais bonito não havia de ter. Ali já funcionou feira livre e já teve um mercado. Hoje, o logradouro, um dos mais arborizados da cidade e foi reformado (março/2015) pela Prefeitura.

Placa na Praça da Alegria

Placa na Praça da Alegria

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3 comentários sobre “Praça da Alegria (Praça Sotero dos Reis)

  1. é dificíll acreditar que nesse local houve grandes torturas com os seres humanos,os escravos eram criados piores do que os animais

  2. O nome praça da alegria surgiu, do fato em que, por ser um local de execução através do instrumento forca, os penalizados treinavam suas regiões cervicais para sobreviver por mais tempo assim morrendo com a feição sorridente. Visto que o plano de sobreviver foi falho.

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