Bandeira e Brasão d’Armas de São Luís

Brasão d’Armas de São Luís

A história do Brasão d’Armas de São Luís começa em 1926. Em 31 de dezembro daquele ano, o prefeito Jayme Tavares assinou Decreto Municipal que instituía o brasão como símbolo oficial da cidade, uma iniciativa do professor Antônio Lopes da Cunha, membro do Instituto de História e Geografia do Maranhão e da Academia Maranhense de Letras (AML).

Veja vídeo que mostra as belezas de São Luís.

O brasão, que hoje também está presente na bandeira de São Luís, segue o modelo francês, como as armas nacionais. O escudo azul representa o estado do Maranhão. Nele está o escudete, que simboliza São Luís, disposto como na localização geográfica no território maranhense. No campo verde do escudete, três flores de lis douradas, símbolo sacro francês. A tríade representa as naus francesas Regente, Charlotte e Saint’Anne da expedição de La Ravardiàre que veio fundar a cidade em 1612.

Na parte inferior do escudete, em campo branco, a quina de escudos presente nas armas de Portugal, para representar a incorporação do Maranhão à América portuguesa. As figuras foram adotadas pelo fundador do reino de Portugal, D. Afonso Henrique (1106 a 1185). Cada um dos cinco escudos, dispostos em cruz, representam a origem cristã do reino e evocam as cinco chagas de Jesus Cristo. Já as cores azul e branco eram distintivo de D. Henrique de Borgonha, conde de Portugal e pai de D. Afonso Henrique.

No campo azul, as sete estrelas dispostas estão relacionadas à literatura da cidade, que em época áurea foi considerada Atenas Brasileira. As estrelas são as mais brilhantes da constelação das Plêides, vistas de olho nu no céu. Na mitologia grega, Plêiades ou Atlântidas são as sete filhas de Atlas e Plêione que, perseguidas pelo caçador Orión, clamam por socorro a Júpiter que as transformam em pombas fixas no céu.

A constelação evoca os sete grandes poetas da época helenística que, no reinado de Ptolomeu Filadelfo (285 a 247 a.C) se constituíram, em Alexandria, numa sociedade literária a que chamaram de Plêiade. No caso de São Luís, representam o Grupo Maranhense que se destacou na história da literatura nacional, sendo eles: Gonçalves Dias, João Lisboa, Odorico Mendes, Gomes de Sousa, Sotero Reis, Henriques Leal e Belarmino de Matos.

O ano 1685 em preto remonta à Revolta de Beckman contra o monopólio do estanco, explorado pela Companhia de Comércio do Maranhão e que terminou com enforcamento do líder da revolta, o lisboeta Manuel Beckman, justificando o listel em vermelho. Sobre a peça, uma coroa mural formada por oito torres – três delas invisíveis, localizadas de fundo – com ameias (aberturas no alto da muralha). A coroa mural em ouro é privativa de cidade capital de Estado.

Fonte: Meireles, Mário M. O Brasão d’armas de São Luís do Maranhão; Editora Alcântara; 1983.

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