Forte de Santo Antônio

Forte recebia atores / Acervo Biblioteca Pública

Forte recebia atores / Acervo Biblioteca Pública

O Forte de Santo Antônio, atual sede do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMAR), na Península da Ponta d’Areia, em São Luís, passará por reforma de reestruturação arquitetônica. O monumento tombado pelo Governo Federal, em novembro de 1937, vem sofrendo sucessivas modificações inapropriadas que descaracterizam o monumento histórico. A Fortaleza de Santo Antônio, monumento da arquitetura militar, representativo da ocupação do território brasileiro, foi erguida no final do século XVII, na faixa de terra próxima ao canal de entrada da barra do porto de São Luís, antigamente chamada de Ponta de João Dias.

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No período de 1984 a 1991, o Iphan realizou a restauração completa da Fortaleza e assinou um convênio com a Secretaria Estadual de Cultura para que nela fosse instalado o Museu Militar da cidade de São Luís. Contrariando o objetivo inicial, a Fortaleza foi destinada ao Grupo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

A Fortaleza chegou a ser, no século XIX, espaço para quarentena de grupos de teatro e ópera que vinham da Europa para São Luís. Por causa das pestes que assolavam o velho continente, os grupos ficavam um tempo no forte antes de participarem de apresentações na cidade. As informações constam de jornais de época que integram o acervo da Biblioteca Pública Benedito Leite.

Forte de Santo Antônio (1937) / Acervo MAVAM

Forte de Santo Antônio (1937) / Acervo MAVAM

Uma fotografia de 2 de julho de 1937, que integra o acervo do Museu da Memória Áudio Visual do Maranhão (Mavam), mostra a Península da Ponta d’Areia encoberta pelo mar, deixando apenas uma ilhota, onde se vê o Forte de Santo Antônio. Apesar de parecer um simples registro capitado por um fotógrafo que estava em uma embarcação, a imagem revela transformações no desenho natural e urbanístico da Península da Ponta d’Areia e na configuração dos estuários dos rios Anil e Bacanga, na Ilha de São Luís.

O projeto de reestruturação da Fortaleza está em processo de licitação e será executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). A obra integrará o projeto de urbanização da Península da Ponta d’Areia, que já revitalizou o Memorial Bandeira Tribuzi e urbanizou o Espigão Costeiro.

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A superintendência do Iphan entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), que se comprometeu em encontrar um novo espaço para abrigar o GBMAR após a conclusão das obras. “O Corpo de Bombeiros permanecerá no Forte até o início das obras para que o local não fique abandonado. A proposta é que o espaço volte a ter uso turístico. O Governo do Estado está se propondo a fazer do espaço um grande complexo turístico cultural, com exposições e outros usos”, afirmou Bogéa.

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