Roteiro Deorodo

O Roteiro Deodoro percorre algumas dos principais praças do Centro de São Luís, longe do núcleo fundacional da cidade. O roteiro começa no ponto mais alto da região, onde está localizada as Praças Deodoro e do Pantheon. O caminho é facilitado porque será um declive. Crianças talvez possam não gostar desse roteiro. Leve água e um chapéu para se proteger do Sol. O roteiro pode em 1/2 dia. Recomendo que faça pela tarde.

PONTO INICIAL: O roteiro se iniciai no conjunto da Praça Deodoro. Para chegar até lá, pode pegar qualquer ônibus com esse destino. Todos os bairros têm linhas que passam por lá. A maioria inclusive. Descendo siga para a Biblioteca Pública Benedito Leite.

Biblioteca Pública Benedito leite / Foto: Handson Chagas

1 – A Biblioteca Pública Benedito Leite, tida como a segunda mais antiga do país, inaugurada em 3 de maio de 1831, hoje está instalada em um prédio de estilo neoclássico, construído no que antes era chamado Campo de Ourique, que constituía um dos limites urbanos nos primeiros séculos da cidade, atualmente o espaço que compreende as Praças do Pantheon e Deodoro.

2 – Praça do Pantheon é um grande espaço arborizado que recebeu o nome devido aos bustos de personalidades colocados em seu entorno. Retirados para restauro, mas após anos eles ainda não foram recolocados. A praça foi reformada recentemente.

3 – Mais abaixo está a Praça Deodoro, onde há um coreto que serve de base para o policiamento da região. O local sofre com a falta de conservação e com a disposição de barracas de comercio informal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA4 – Desça a Praça até a Rua de Santaninha e vire para a esquerda, sentido Rua da Paz. Ao chegar no cruzamento das duas vias, vire à direita e caminho pela Rua Da Paz até o próximo quarteirão. Logo avistará um dos mais belos casarões da cidade, nª 605. O Casarão do Unibanco serviu à alta sociedade ludovicense que fazia nele as mais grandiosas festas da região realizadas em torno da piscina localizada no centro do pátio externo e que hoje não existe mais. Dizem que pertenceu à família de Ana Amélia, o grande amor de Gonçalves Dias.

5 – Siga pela Rua de Santa Rita, ao lado do casarão, até a Rua do Sol. Na esquina da direita está outro belo casarão, sede da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH). Logo à entrada, dotada de pequena cancela de ferro, encontra-se o nome do provável primeiro morador inscrito na bandeira também de ferro da porta principal (José C. Pereira). As características da fachada remetem ao estilo neoclássico, constatação reforçada pela existência do porão alto, um pavimento de altura reduzida, comum nas construções do século XIX, utilizado como depósito e acomodação de escravos, com ventilação e iluminação precária.

Nota: Se tiver interesse em conhecer a casa em que Aluísio Azevedo viveu e escreveu sua obra-prima, O Cortiço, desça dois quarteirões. A casa fica no canto com a Rua da Mangueiras, do lado esquerdo. A fachada está deteriorada. O interior praticamente destruído. O proprietário pode ser indicado criminalmente por destruir patrimônio público. Depois volte e continue o roteiro.

6 – Partindo da FUMPH, continue subindo a Rua do Sol, e vire à esquerda, depois vire à direita na Rua dos Afogados. Atravesse a Rua Rio Branco e siga pela Rua dos Afogados. No final do próximo quarteirão, na Rua das Hortas, dobre à esquerda. No final da quadra à direita está a Casa Josué Montello. Criada em 31 de outubro de 1981, este é um grande centro cultural, com vasta biblioteca e exposição sobre o autor que presidiu a Academia Brasileira de Letras entre 1994 e 1995. O casarão no estilo morada inteira (com quatro janelas e uma porta central) tem fachada com algumas aberturas para ventilação sob as janelas. Tal artifício era utilizado para manter o piso elevado longe da umidade e para arrefecimento. Outros modelos e fachada semelhante serão encontrados descendo a rua.

palacio cristo rei7 – Mais adiante, na Rua das Hortas, está a Praça Odorico Mendes. Não nos fixaremos a ela. Vamos cruzá-la, para chegar até a Rua Rio Branco. Dali vire à direita e desça até o fim da rua (três quadras) onde estará nosso próximo ponto de interesse: o Palácio Cristo Rei, na praça Gonçalves Dias. O casarão foi construído em 1838, pertenceu à família do comendador Vieira Belfort, depois passou para s mãos de outros proprietários até ser sede do Arcebispado quando recebeu o nome de Palácio Cristo Rei. Logo depois o prédio é adquirido pela Universidade do Maranhão para as instalações das primeiras faculdades. Com a criação do Campus do Bacanga, hoje o imóvel é um memorial que guarda a história da universidade. Há uma exposição bem interessante no local, além de um jardim muito bonito.

8 – Na mesma Praça está a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, a única em estilo gótico em São Luís. Datada de 1719, a igreja serviu de hospedagem a Romeiros e era destino final de uma das linhas de bonde de São Luís. Saiba mais sobre os bondes da cidade.

Praça Gonçalves Dias

9 – A Praça Gonçalves Dias além de propiciar uma bela vista ao pôr-do-sol da baía de São Marcos é famosa por ser ponto de encontro de namorados, o que lhe deu o título de Largo dos Amores. Nada mais apropriado para uma praça que homenageia o maior poeta do Romantismo Brasileiro. Em homenagem ao poeta, um monumento com uma estátua sua foi erguido no local em setembro de 1873. Na praça há um coreto e muitas palmeiras que lembram a mais famosa poesia do maranhense: Canção do exílio. O local é um dos mais visitados pelos turistas e uma ótima opção para fotos.

Praca_Maria_Aragao_Foto_FabricioCunha_0110 – Descendo a escadaria da Praça Gonçalves Dias, vamos de encontro ao nosso último ponto de interesse desse roteiro, a Praça e Memorial Maria Aragão, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que homenageia uma importante ativista política maranhense. A Praça Maria Aragão foi inaugurada em 1991, depois de intervenções no espaço que anteriormente servia apenas como pátio de manobras da antiga Estrada de Ferro São Luís Teresina. A reforma com o projeto de Niemeyer ficou pronto em 2001. O local é palco dos principais eventos culturais da cidade.

PONTO FINAL: Para encerrar, vale atravessar a avenida até a estátua do Almirante Tamandaré para sentir a brisa que em do mar da mureta que cerca a foz do Rio Anil. Para ir embora, pode pegar ônibus no ponto em frente à antiga RFFSA, hoje plantão de Policia Civil.

Se gostou deste roteiro, veja os outros que o PasseioUrbano preparou e recomende a outras pessoas. Lembre-se que a sugestão de percorrê-lo em um turno valerá se não se prender muito tempo nos lugares. A maior parte dos museus de São Luís são gratuitos. Se se cobram taxas, estas são de R$ 2,00, em média. Bom passeio!

Roteiros pelo Centro Histórico

Roteiro 1 | Cidade Alta
Roteiro 2 | Praia Grande
Roteiro 3 | Desterro
Roteiro 4 | Deodoro

Um comentário sobre “Roteiro Deorodo

  1. O “Casarão do Unibanco” que já passou por outros bancos talvez devesse ser chamado apenas de “Casarão da Rua da Paz no 605” teve como seu ultimos moradores a familia Jorge de Souza.

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